9º ENEDS - Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social

Breve Relato sobre II EREDS Sudeste

Por Esthefany Hamada*

Participar do II EREDS – Encontro Regional de Engenharia e Desenvolvimento do Social trouxe para os membros da INCOP - Incubadora de Empreendimentos Sociais e Solidários da Universidade Federal de Ouro Preto - que tiveram a oportunidade de participar do evento um novo ânimo. Ver que existem mais pessoas com o mesmo pensamento, as mesmas preocupações e as mesmas dificuldades foram de grande importância pra nós.

O evento aconteceu nos dias 14 e 15 de junho, mas nós da INCOP que fomos com o transporte da universidade tivemos que sair no dia 13. Fomos em 10 integrantes: o professor Wagner e alunas de João Monlevade tiveram que sair às 14h para passar em Ouro Preto e pegar as demais alunas (apenas mulheres de Ouro Preto e Mariana e o nosso homenzinho filho de uma das alunas) e só então irmos para CEFET Nova Iguaçu em uma viagem longa, mas descontraída. Ao chegar em Nova Iguaçu ficamos perdidos por lá, achamos que não chegaríamos nunca ao CEFET, chegamos na cidade duas da manhã e encontramos no CEFET quase três. O plano era acampar em uma das salas do CEFET, mas fomos recebidos em duas repúblicas perto de lá. Nesse momento já estávamos ansiosos pra descansar para o dia seguinte, afinal aquele dia já tinha sido todo de expectativa. A começar pelo transporte que conseguimos só na última hora, a negociação foi feita diretamente com o comando de greve, mas o importante é que conseguimos chegar.

Já nas falas de abertura vimos que a questão da extensão nas universidades é uma preocupação não só na nossa região.  O tema central foi a questão da responsabilidade social das universidades, do papel que a academia tem em influenciar o desenvolvimento social. O ensino, a pesquisa e a extensão precisam caminhar juntos e precisam caminhar em direção à comunidade.  A reflexão que ficou é que trabalhando dessa forma podemos ganhar muito para a nossa formação, pois a prática é essencial para o aprendizado e que podemos de fato nos aproximar de nossa comunidade. Durante a abertura ouvimos também o relato do professor Wagner e da Aluna Fernanda, da INCOP de João Monlevade, eles falaram sobre a organização do I EREDS Sudeste e sobre como é gratificante ver a continuidade do projeto.

A mesa do primeiro dia foi focada na Baixada Fluminense. Tivemos a oportunidade de ouvir sobre sua história, sua formação e sobre os movimentos que existiram e existem naquela região. Além de ser interessante por conhecer sobre o lugar que estamos visitando ouvir sobre a Baixada nos fez abrir os olhos para questões sobre a nossa região. Nos mostrou que temos que ver além de problemas pontuais, mas temos também que pensar na política por exemplo.

O circuito de experiência foi muito rico. Tivemos a oportunidade de assistir a apresentação de vários projetos apresentados em três eixos diferentes. Nós dividimos para conseguir a todos e no final todos nós queríamos contar para as outras o que aconteceu em cada sala. Os projetos eram bastante diversificados, abordavam temáticas desde um projeto sobre ferramentas de corte para usinagem até projetos na área de história ou sobre o carnaval dos grupos de acesso no Rio de Janeiro. Todos esses exemplos nos levaram, na maior parte do tempo, para a mesma discussão: a formação do engenheiro e a importância de que ele reconheça seu papel social e não fique tão puramente focado na parte técnica.  Durante a discussão essa questão foi direcionada também para outros cursos, nos levando a pensar que, de uma forma geral todas as áreas (humanas, biológicas e exatas – aplicadas ou não) precisam repensar a formação acadêmica. É preciso que os cursos sejam mais inter, multi e transdisciplinar, e colocar em prática o potencial do tripé ensino-pesquisa-extensão na formação do universitário e para o desenvolvimento da sociedade.

A mesa do segundo dia abordou temas como a Escola do Trabalhador – a cidadania com base na autogestão e na responsabilidade dos trabalhadores na vida da cidade, o Arco Metropolitano – que é um projeto do governo que pelo “desenvolvimento” vai trazer graves consequências ambientais, e a formação do engenheiro. O debate abrangeu todos os temas da mesa, mas ficou mais focado na questão da formação do engenheiro. Foi um debate muito rico que trouxe pra nós membros da INCOP reflexões sobre a nossa formação (mesmo para as que não fazem engenharia.)

Não podemos deixar de comentar sobre a organização do evento, fomos muito bem recebidos e tivemos a oportunidade de conhecer muita gente. No primeiro dia depois do circuito assistimos a um trecho de uma peça de teatro e depois continuamos no CEFET para um momento de integração com direito até a música ao vivo.

Voltamos para nossa terra mineira, mas já pensando na participação do próximo evento. Estamos nos preparando elaborando artigos para o ENEDS. Enfim, a experiência foi ótima e esperamos reencontrar todos em breve, quem sabe em setembro no ENEDS.

Não poderíamos deixar de parabenizar aos organizadores do evento (alunos e professores), um grande abraço!

Para ver fotos do 2º EREDS/SE clique aqui


*Esthefany Hamada é formadora da INCOP (Incubadora de Empreendimentos Sociais e Solidários da Universidade Federal de Ouro Preto)

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