9º ENEDS - Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social

Rio+20: Desenvolvimento e o Paradigma da Economia Verde

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Por Renato Galdino*

Nos dias 15 à 23 de junho ocorrerá na cidade do Rio de Janeiro, a Rio+20 ou Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Esta edição da conferência das nações marca o vigésimo aniversário da Conferência da ONU sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO92), tem como temas centrais, Economia Verde e Governança Global, e irá contar com a presença de 120 estados membros da ONU; a participação de cem a 120 chefes de Estado e Governo; mais 50 mil participantes credenciados.

Existe um forte debate, construído por atores sociais vários, englobando os precedentes sobre “desenvolvimento sustentável” trabalhados pelos movimentos sociais de um lado; por outro, suspeitosamente, sobre a chamada “economia verde” apresentado pelos documentos bases da conferência. A Rio+20 acontece 20 anos depois Cúpula da Terra, realizada em 1992 no Rio de Janeiro, evento popularmente conhecido como ECO92.

O conceito de desenvolvimento, segundo a perspectiva da “Economia Verde”, a respeito dos grandes monopólios internacionais da produção de agrotóxicos e sementes, indústrias farmaceúticas, como as grandes monoculturas do agronegócio, tem como elementos fundamentais dentro do modelo pregado, a propriedade privada, a mercantilização e financeirização dos bens comuns à Natureza, como o ar, a água, transformado-os em serviços, mercadorias a serem negociadas na perspectiva de valorização do capital cambaleante, como uma saída a crise orgânica do sistema econômico. As ações sustentáveis são mais apresentadas no âmbito da reafirmação do marketing estratégico de uma economia “pintada” de verde.

Se tomarmos a visão do pequeno e médio empresário, que pensa a economia voltada para a região em que vivem, são exclusivamente dependentes do universo e evolução da economia da sociedade local – sentiram, como sentem os efeitos da crise ambiental qual vivemos, respaldada no modo de produção, e a lógica da competitividade e do lucro.

64% da população economicamente ativa está marginalmente situada dentro do paradigma capitalista, ou estão na “informalidade”, compreendendo as organizações cooperativas e solidárias de uma população caracterizada por mais empobrecida, reproduzindo alternativas ao modo de produção capitalista; pensar uma outra forma de produção humana, não baseada na exploração do trabalho, e dos recursos ambientais.

Os movimentos ecológicos reafirmam que as responsabilidades sejam as mesmas aplicadas aos países sobre os compromissos para uma agenda ambiental positiva, negando a adesão “voluntária” ao que for decido na Rio+20; do que trata a avaliação do que foi posto em prática ou não nos anos anteriores, salientam a importância de propor soluções, não mais abreviar atitudes para uma transformação real do paradigma da Economia.


*Renato Galdino é acadêmico em Serviço Social, cursando o 5º período; ciclista urbano, ativista das causas ambientais e sociais; atualmente bolsista da Incubadora de Iniciativas e Empreendimentos Solidários da UFRN

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