9º ENEDS - Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social

5º ENEDS

No ano de 2008, pela primeira vez desde sua criação, nos dias 3 e 4 de setembro, o Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social saiu do berço da sua criação. Após quatro edições organizadas pelo SOLTEC na UFRJ, o ENEDS bateu asas e foi acolhido por um grupo de professores e estudantes da Escola Politécnica da USP. A comissão organizadora, capitaneada pela professora Sandra Rufino – uma pérola do departamento de Engenharia de Produção, sempre envolvida em atividades ligadas à autogestão e à economia solidária – , contou com alunos engajados em projetos de extensão da Escola Politécnica como o PoliCidadã, o Grupo de Teatro da Poli ou Engenheiros Sem Fronteiras. A responsabilidade era grande pois, afinal de contas, era o primeiro passo da itinerância desse evento cujas aspirações eram nacionais. Felizmente, pudemos contar com o auxílio à distância de seus idealizadores, que nos aconselharam e ajudaram a conceber os dois dias de atividades. O tema do encontro foi “Os impactos da Engenharia e os limites da sustentabilidade” e, além das apresentações de trabalhos científicos, houve mesas-redondas sobre temáticas diversas como “A tecnologia feita por não-engenheiros”, “Projetos de engenharia para o desenvolvimento social”, “Tecnologia Social”, bem como eventos culturais como a exposição de obras de arte e um debate em torno de um documentário sobre os impactos da construção de barragens no Vale do Ribeira chamado “O Vale pede passagem” (Kristina Satchell, 2007).

Eu não poderia comentar o impacto que o evento teve no público que o atendeu sem entrar em considerações autocríticas, por isso acho mais interessante observar como a trajetória de alguns membros da comissão organizadora permanece fortemente ligada ao espírito do ENEDS. Os alunos Nathália Sautchuk Patrício e Fernando Gil continuam atuando em projetos de tecnologias para o desenvolvimento social junto ao PoliCidadã. Recentemente, lançaram um empreendimento auto-produzido (ou seja, com doações voluntárias) para a viabilização do primeiro identificador de cores e cédulas para deficientes visuais brasileiro (www.auire.com.br), mostrando que um novo foco e um novo sistema para a produção de tecnologias são possíveis. A professora Sandra Rufino foi plantar a semente da engenharia para o desenvolvimento social primeiro no Rio Grande do Norte e em seguida em Minas Gerais. Assim, ela tem responsabilidade direta na mobilização dos estudantes da UFRN que organizaram o 1° EREDS Nordeste e na realização do 8° ENEDS na UFOP. Quanto a mim, o ENEDS me mostrou que há espaço na Universidade para a reflexão sobre outras formas de atuação do engenheiro e foi no 6° ENEDS, realizado na UNICAMP, que formulei o projeto de mestrado que me trouxe à UFRJ, onde agora desenvolvo uma dissertação sobre o ensino de engenharia e encontro-me diretamente envolvido na Coordenação de Extensão do Centro de Tecnologia.

A cada edição o ENEDS se adensa e ganha maturidade, provocando mudanças profundas e sensíveis em um número cada vez maior de jovens estudantes, não apenas de engenharia. Que venha Ouro Preto! Que venha o 8° ENEDS!

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