9º ENEDS - Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social

Minicursos/Oficinas

Os minicursos/oficinas que serão oferecidos durante o encontro são esses listados abaixo.

A escolha será feita no ato do credenciamento.

É importante a leitura prévia dos textos indicados.

 

Minicurso 1

Nome: As contradições dos grandes projetos de investimento em energia e em indústria de base

Coordenador (a): Oswaldo Sevá (depto. de Energia/ Faculdade de Engenharia Mecânica e doutorado em Ciências Sociais, Universidade Estadual de Campinas, SP)

Duração: 7h30m (13 e 14 de setembro - De 8h30min às 12h30min)

Descrição: A ampliação dos processos produtivos na produção de combustíveis, de eletricidade, de minérios e metais e de outros insumos industriais básicos será o nosso campo principal de informações e análises. Esta ampliação se dá atualmente no Brasil e em outros países por meio de projetos de investimentos de grande porte, destinados a suprir os mercados mundiais dessas mercadorias, com a intenção de obter grandes taxas de lucro para os conglomerados multinacionais e estatais que monopolizam tais atividades. As principais contradições destes projetos são decorrentes dos conflitos provocados com as populações residentes nas áreas geográficas da implantação e que são expropriadas e espoliadas durante o processo. As noções de progresso e de desenvolvimento que são utilizadas como argumento para essa implantação em geral não se concretizam, pois os sistema econômico capitalista dominante desrespeita os direitos humanos e políticos e concentra a renda e os benefícios.  As atividades industriais e a situação social e ambiental no entorno dos investimentos serão mostradas e comentadas através de series de fotografias e de cartografias produzidas durante as pesquisas feitas pelo palestrante, e também por entidades que se ocupam da defesa dos direitos das populações afetadas pelos projetos.

Indicações de Leitura (clique para baixar os textos):

Minicurso 2

Nome: Saúde, Segurança, Dignidade e Ambiente - dois universos complementares: trabalhadores e populações vulneráveis

Coordenador (a): Nelson Choueri Junior (Graduado em Engenharia Civil pela Universidade Estadual de Campinas, mestre em Engenharia de Petróleo pela Universidade Estadual de Campinas e em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte)

Duração: 3h30min

Descrição: Quando pensamos em “Saúde, Segurança e Ambiente”, nos remetemos logo para essa questão relacionada aos trabalhadores de nossas indústrias, aos trabalhadores rurais, e aos dos serviços.

Um dos objetivos deste curso é apresentar os problemas de saúde, segurança e ambiente que atingem diversas dessas classes de trabalhadores, e procurar discutir como a Engenharia pode ser fator de mitigação ou de agravamento desses riscos.

Temos porém um segundo objetivo no curso: apresentar o conceito de “Saúde, Segurança e Ambiente”, relacionado, não com os trabalhadores enquanto tais, mas com populações vulneráveis. São milhões de crianças e idosos, por exemplo que, ao lado dos chefes de família, femininos e masculinos, estão expostos à violência, à insegurança em saúde, alimentação, educação, lazer etc., na periferia das metrópoles, no campo, nas florestas e nas aldeias. Esse enfoque nos convida a refletir sobre o papel que a Engenharia poderá representar no resgate dessas populações da condição em que hoje vivem. Por exemplo, o Brasil reconhece oficialmente possuir 16,2 milhões de miseráveis e, até 2005, apenas 15% do esgoto urbano brasileiro era tratado. Podemos imaginar o desafio titânico que a engenharia brasileira terá diante de si, se finalmente nos decidirmos por conhecer esse problema, enfrentá-lo e superá-lo.

Indicações de Leitura:

Sugestão: Ler ou assistir as indicações na ordem abaixo.

Minicurso 3

Nome: Planejamento Participativo: conceitos e metodologia para formação de moderadores.

Coordenador (a): Sandra Rufino (Coordenadora da incubadora de empreendimentos sociais (INCOP), possui graduação pela Faculdade de Tecnologia de São Paulo, mestrado e doutorado em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e pós-doutorado em Tecnologias Sociais pela Université Catholique de Louvain - UCL)

Duração: 3h30min

Descrição: O Planejamento possibilita perceber a realidade, avaliar os caminhos, construir um referencial futuro, estruturando o trâmite adequado e reavaliar todo o processo a que o planejamento se destina. Promove o envolvimento da organização como um todo, oferecendo uma direção focada para que seja permitida a sinergia entre as ações dos diversos indivíduos e interesses que compõem as organizações, para alcançar os objetivos e resultados esperados. Ele interfere na realidade hoje, tomando decisões que poderão interferir no futuro e buscar construir a situação desejada.

O Planejamento Participativo estabelece uma crítica às metodologias de planejamento “tradicionais”, em particular o planejamento normativo e ao planejamento estratégico empresarial/corporativo. A participação e envolvimento dos sujeitos e, portanto protagonistas na concepção, implementação e execução do planejamento, é essencial para um planejamento voltado para as comunidades, grupos coletivos, empreendimentos econômicos solidários etc.

O objetivo da oficina é apresentar os principais conceitos e metodologias envolvidos, e orientar a formação de futuros mediadores para a condução de planejamentos participativos.

Indicações de Leitura:

Minicurso 4

Nome: Pesquisa-Ação para o Desenvolvimento Local

Coordenador (a): Felipe Addor (SOLTEC - UFRJ)

Duração: 3h30min

Descrição:

A oficina buscará inicialmente tratar os temas Pesquisa-Ação e Desenvolvimento Local, com um resgate histórico e contextualização no cenário atual, identificando os principais campos de aplicação de ambos, por meio de exposição auxiliada por slides. O método de exposição contempla perguntas e dúvidas pelos participantes a cada momento, sendo resguardada a emissão de opiniões e interpretações para o momento seguinte.

Em seguida, os participantes trabalharão em grupos com o objetivo de refletirem sobre nexos e conexões entre ambos, expondo em seguida ao plenário suas ideias e concepções, as quais serão debatidas a partir da análise e sistematização feita pelo responsável pela oficina após as exposições dos grupos.

O resultado esperado é que os participantes possam compreender: o que é a pesquisa-ação, e sua relação com métodos participativos; o que é desenvolvimento local, desde a perspectiva de “resistência à globalização” à aproximação mais recente com o campo do empreendedorismo econômico e social; e como a pesquisa-ação pode se relacionar com os objetivos de desenvolvimento do território.

Sugerimos, sem consistir pré-requisito, a leitura do livro “metodologia da pesquisa-ação” de Michel Thiollent e do artigo “o desenvolvimento local e a arte de resolver a vida” de Ana Clara Torres, ambos disponíveis na internet.

Indicações de Leitura:

Minicurso 5

Nome: CONSTRUIR SEM DESTRUIR: a sustentabilidade nas grandes e pequenas obras de construção civil

Coordenador (a): Ciliana Regina Colombo (Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (1986), mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (1999) na área de Qualidade e Produtividade e doutorado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2004) na área de Gestão Ambiental)

Duração: 3h30min

Descrição:

  1. OBJETIVO

Despertar a consciência para os impactos da construção civil do modelo atual e desenvolver conhecimentos acerca da bioconstrução.

2. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  • Impactos ecossocioculturais da construção civil
  • A necessária mudança de paradigma orientador da construção civil para voltar-se à Sustentabilidade
  • Bioconstrução: princípios e tecnologias (construções naturais, alta tecnologia (redução de consumo) e tecnologias de reciclagem)
  • Tecnologias Apropriadas

3. METODOLOGIA

O curso será desenvolvido através de um processo participante de reflexões críticas e compreensivas sobre os impactos da construção civil, a mudança de paradigma da construção e os princípios e tecnologias da bioconstrução e tecnologias alternativas, com momentos de exposição e análise de pequenos textos.

Indicações de Leitura:

Minicurso 6

 

Nome: As práticas educativas na Economia Solidária: desafios e possibilidades

Coordenador (a): Rosângela Alves de Oliveira (Possui graduação em servico social pela Universidade Federal da Paraíba, mestrado em Educação pela mesma universidade e doutorado em Sociologia - Kssel Universität -Alemanha. Tem experiência na área de Serviço Social, Economia Solidária, Educacao Popular Políticas Públicas e Desenvolvimento)

Duração: 3h30min

Descrição:

  • Objetivos:

·         Conhecer os fundamentos teórico-metodológicos presentes na economia solidária.

·         Discutir as metodologias de incubação de empreendimentos econômicos solidários

·         Favorecer um espaço de construção coletiva e solidária entre os (as) participantes do curso

  • Conteúdo programático:

Ontologia do Trabalho, metodologia dialética da educação popular, Teoria da Ação Dialógica

  • Metodologia:

Os procedimentos metodológicos adotados no desenvolvimento do mini-curso terão como finalidade permitir reflexiva critica e criativa dos sujeitos envolvidos no processo educativo. Para tanto serão utilizados os seguintes recursos pedagógicos: exposição dialogada, rodas de conversa, estudos dirigidos, exposição de vídeos, vivências, entre outros e diferentes formas de linguagem.

Indicações de Leitura:

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 26a ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1999.

MELO NETO, Jose. Extensão Universitária, Autogestão e Educação Popular. João Pessoa: Ed. Universitária. UFPB, 2004.

OLIVEIRA, Rosângela Alves de. Universidade e Economia Solidária: um diálogo necessário. Natal, RN: EDUFRN, 2012.

Minicurso 7

Nome: Economia Solidária e autogestão

Coordenador (a):Prof. Dr. Maurício Sardá de Faria (Prof. Adjunto I da Universidade Federal da Paraíba, curso de Gestão Pública. Participa da Coordenação da INCUBES/UFPB)

Duração: 3h30min

Descrição: A oficina aborda a origem história das formas de organização dos trabalhadores, desde as formas associativas realizadas no século XIX até as formas atuais, nas suas diversas manifestações. Em conjunto com os participantes, realiza um levantamento das práticas e lutas contemporâneas organizadas a partir da autogestão, procurando identificar suas características e formas institucionais. Procura delinear o conceito atual de autogestão, suas relações com a economia solidária e outros movimentos sociais, chamando a atenção para os obstáculos que se apresentam para o desenvolvimento da autogestão no interior do capitalismo.

 

Minicurso 8

Nome: O MOVIMENTO ESTUDANTIL E A BUSCA POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA, GRATUITA E DE QUALIDADE.

Coordenador (a): Núcleo de Estudos em Tecnologias Sociais (NETS/UFVJM)

Duração: 3h30

Descrição: O momento histórico de nosso país é favorável para questionarmos a educação e a crise em seu modelo, professores, estrutura, assistência, ideologia. O atual cenário faz com que se destaque a pouca valorização que o Estado trata essa importante necessidade da sociedade. O papel da juventude estudantil neste contexto e em qualquer outro que necessite de mudanças estruturais da sociedade, se torna evidente. A juventude, historicamente, é o motor das contestações e das transformações sociais. O Movimento Estudantil é a instituição que sempre esteve alinhada às grandes lutas que se desenrolaram no país, além de ser um instrumento de mudança individual e coletiva para todo e qualquer jovem que se dispõe a vivenciá-lo. O caráter popular do ME visa contribuir com outros movimentos sociais populares para uma maior transformação, que visa romper com toda forma de opressão e alcançar a plena liberdade humana.

De tal modo, é necessário refletir e problematizar o panorama em que estamos vivendo. O que você acha da educação no Brasil? Temos acesso a um ensino de qualidade? Os negros e pobres tem as mesmas oportunidades dos brancos e ricos? Assim, estamos propondo uma "roda de diálogo" sobre a educação no nosso país, para tanto, vamos utilizar como norte do debate a situação das escolas e universidades, as cotas raciais e sociais, as condições de trabalho dos professores e TAs, a direção social do conhecimento.

Por uma universidade pública, gratuita, de qualidade, laica, e socialmente referenciada!!

Indicações de Leitura:

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