9º ENEDS - Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social

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Evento sustentável

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Hospedagem Solidária

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Concursos de Poesia e Fotografia do 9º ENEDS

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Minicursos/Oficinas

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ENEDS 2012 - Encontro Nacional de Engenharia e Desenvolvimento Social

O Norte também tem EREDS

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Por Sandra Rufino

INCOP/UFOP; PEGADAS/UFRN; NESOL/USP

 

Foi maravilhoso participar da I edição do EREDS Norte, o evento que começou no dia 22/06 teve dois dias intensos de apresentações, debates e emoções. O evento aconteceu no campus de Castanhal do Instituto Federal do Pará (IFPA).

Estavam presentes cerca de 120 pessoas em cada atividade do evento, dentre os participantes professores, alunos, profissionais e representantes do poder publico. Os cursos de engenharia (agronomia, ambiental, civil, naval, sanitária) e tecnologia tiverem grande participação, mas estavam presentes alunos de outros cursos: contabilidade, economia, serviço social, turismo entre outros. A vontade de participar e estar no espaço em que a engenharia discutia desenvolvimento social (novidade para muitos) era tanto que nem a falta de energia no período da tarde no primeiro dia dispersou ou desmotivou os participantes que ficaram até o final.

A abertura do EREDS foi juntamente com a mesa de abertura de 90 anos da instituição e 40 do campus Castanhal e com o auditório cheio todos se emocionaram com o grupo de estudantes que realizaram uma mística que abordou o alimento fornecido pela agricultura familiar.

Mudamos de auditório para a realização das mesas redondas. A primeira mesa com a temática “Formação do engenheiro, projetos pedagógicos em questão” trouxe o debate que por mais que se tenham disciplinas voltadas ao desenvolvimento social e para uma formação mais sistêmica e holística do engenheiro (e também das outras áreas), sejam elas curriculares ou não, se forem tratadas de forma isolada não conseguem fazer uma verdadeira transformação, e, portanto não adianta fazer a proposição de novos projetos pedagógicos, porque na verdade é uma discussão filosófica e política do curso e da universidade, o projeto pedagógico, as disciplinas, as ações serão decorrentes disso.

A mesa da tarde tratou sobre “Tecnologia social aplicada ao desenvolvimento da Amazônia” trazendo a reflexão que apesar da tecnologia existir para a melhoria e facilitar a vida das pessoas, seu desenvolvimento é majoritariamente para as empresas ou fins militares, e por isso adjetiva-la com o social (assim como para o ecológico, assistência etc) é como uma revindicação (lembrança) que ela seja para toda sociedade. As tecnologias sociais são artefatos, metodologias ou processos construídos coletivamente e democraticamente (unindo os saberes popular e acadêmico) que promovem a transformação social da localidade e que podem ser multiplicados. A Amazônia tem um grande potencial para o desenvolvimento de tecnologias sociais, e a ITCPES/UFPA tem incentivado e desenvolvido em conjunto com várias comunidades.

O primeiro dia encerrou-se com o arraiá, concursos de quadrilhas, eleição dos padrinhos, a miss caipira, baile final uniam professores e alunos do IFPA embalados com o forró e carimbó.

Pela manhã o circuito de experiências divididos em quatro salas que discutiram: recursos hídricos, segurança alimentar, cadeia produtiva e desenvolvimento rural todos voltados para o desenvolvimento social, também gerou grandes debates que foram socializados na plenária das experiências para todos.

No almoço fomos todos para o restaurante universitário com a possibilidade de comprar deliciosos bombons com recheio de cupuaçu e pimenta de uma assentada que esteve também presente no evento com seus dois filhos.

Para aproveitar mais ainda o EREDS os alunos no almoço decidiram realizar uma plenária para o desenvolvimento de uma carta (logo será divulgada a todos) com problemas e desafios (a serem enfrentados pela engenharia) no qual os alunos irão se organizar e articular para pensar proposições e encaminhamentos.

No período da tarde fechando as mesas redondas com a temática “Engenharia, gestão de empreendimentos solidários e movimento social”, foi marcada com essas três temáticas previstas na mesa. A primeira exposição nos chamou a atenção para a importância da realização de um bom diagnostico participativo e apresenta a pesquisa-ação como uma grande possibilidade e estratégia. A segunda traz as experiências de gestão de empreendimentos solidários já existentes no sul do país como forma de motivar e mostrar que outra economia e mundo é possível. E por fim a ultima fala traz um resgate histórico sobre o processo de luta dos trabalhadores rurais, sejam eles expulsos ou incentivados a sair de suas terras desde a década de 30 até a atualidade, a criação, história e luta do MST.

A plenária final como sempre nos deixando com nó na garganta, trouxe muitos depoimentos que nos alimentam a alma e fornecem energia para o dia a dia. Algumas instituições, representadas pelos alunos, já manifestaram interesse de dar continuidade ao II EREDS Norte e que pretendem se apresentar no ENEDS. Vimos o filme síntese do evento (lembrança que gosto de deixar onde passo) e ficaram de encaminhamentos de articulação dos alunos local de realizarem outros espaços (semana de estudos, cursos) além do EREDS que possam integrar os cursos e debater questões de desenvolvimento social para a região ao longo do ano.

As sementes foram plantadas. Esperamos agora o cultivo delas pelos que são do local para o nascimento e crescimento de novas árvores, que estas gerem novos frutos, novas sementes e sejam espalhadas por toda Amazônia e por todo Brasil.

Já estou com saudades!

Fotos do 1º EREDS/N

Vídeo

Aviso - 2º EREDS/NE adiado

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Caros (as) inscritos (as) no II EREDS/NE,

A Coordenação local informa que nosso Encontro será adiado para uma data posterior ao término da Greve nas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES). Reconhecemos a legitimidade da greve deflagrada nas IFES, acompanharemos as negociações, entendimentos e esperamos seu término em um curto espaço de tempo. Esperamos que todos (as) compreendam este momento, e se organizem para estar conosco no 2º Semestre de 2012. Atualizaremos a todos (as) pelo site do EREDS e por e-mail. Qualquer dúvida e ou  dificuldade peço que entrem em contato conosco pelos e-mail do evento e por telefone.

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Telefone:  88 96911448

Atenciosamente,

A COORDENAÇÃO

Breve Relato sobre II EREDS Sudeste

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Por Esthefany Hamada*

Participar do II EREDS – Encontro Regional de Engenharia e Desenvolvimento do Social trouxe para os membros da INCOP - Incubadora de Empreendimentos Sociais e Solidários da Universidade Federal de Ouro Preto - que tiveram a oportunidade de participar do evento um novo ânimo. Ver que existem mais pessoas com o mesmo pensamento, as mesmas preocupações e as mesmas dificuldades foram de grande importância pra nós.

O evento aconteceu nos dias 14 e 15 de junho, mas nós da INCOP que fomos com o transporte da universidade tivemos que sair no dia 13. Fomos em 10 integrantes: o professor Wagner e alunas de João Monlevade tiveram que sair às 14h para passar em Ouro Preto e pegar as demais alunas (apenas mulheres de Ouro Preto e Mariana e o nosso homenzinho filho de uma das alunas) e só então irmos para CEFET Nova Iguaçu em uma viagem longa, mas descontraída. Ao chegar em Nova Iguaçu ficamos perdidos por lá, achamos que não chegaríamos nunca ao CEFET, chegamos na cidade duas da manhã e encontramos no CEFET quase três. O plano era acampar em uma das salas do CEFET, mas fomos recebidos em duas repúblicas perto de lá. Nesse momento já estávamos ansiosos pra descansar para o dia seguinte, afinal aquele dia já tinha sido todo de expectativa. A começar pelo transporte que conseguimos só na última hora, a negociação foi feita diretamente com o comando de greve, mas o importante é que conseguimos chegar.

Já nas falas de abertura vimos que a questão da extensão nas universidades é uma preocupação não só na nossa região.  O tema central foi a questão da responsabilidade social das universidades, do papel que a academia tem em influenciar o desenvolvimento social. O ensino, a pesquisa e a extensão precisam caminhar juntos e precisam caminhar em direção à comunidade.  A reflexão que ficou é que trabalhando dessa forma podemos ganhar muito para a nossa formação, pois a prática é essencial para o aprendizado e que podemos de fato nos aproximar de nossa comunidade. Durante a abertura ouvimos também o relato do professor Wagner e da Aluna Fernanda, da INCOP de João Monlevade, eles falaram sobre a organização do I EREDS Sudeste e sobre como é gratificante ver a continuidade do projeto.

A mesa do primeiro dia foi focada na Baixada Fluminense. Tivemos a oportunidade de ouvir sobre sua história, sua formação e sobre os movimentos que existiram e existem naquela região. Além de ser interessante por conhecer sobre o lugar que estamos visitando ouvir sobre a Baixada nos fez abrir os olhos para questões sobre a nossa região. Nos mostrou que temos que ver além de problemas pontuais, mas temos também que pensar na política por exemplo.

O circuito de experiência foi muito rico. Tivemos a oportunidade de assistir a apresentação de vários projetos apresentados em três eixos diferentes. Nós dividimos para conseguir a todos e no final todos nós queríamos contar para as outras o que aconteceu em cada sala. Os projetos eram bastante diversificados, abordavam temáticas desde um projeto sobre ferramentas de corte para usinagem até projetos na área de história ou sobre o carnaval dos grupos de acesso no Rio de Janeiro. Todos esses exemplos nos levaram, na maior parte do tempo, para a mesma discussão: a formação do engenheiro e a importância de que ele reconheça seu papel social e não fique tão puramente focado na parte técnica.  Durante a discussão essa questão foi direcionada também para outros cursos, nos levando a pensar que, de uma forma geral todas as áreas (humanas, biológicas e exatas – aplicadas ou não) precisam repensar a formação acadêmica. É preciso que os cursos sejam mais inter, multi e transdisciplinar, e colocar em prática o potencial do tripé ensino-pesquisa-extensão na formação do universitário e para o desenvolvimento da sociedade.

A mesa do segundo dia abordou temas como a Escola do Trabalhador – a cidadania com base na autogestão e na responsabilidade dos trabalhadores na vida da cidade, o Arco Metropolitano – que é um projeto do governo que pelo “desenvolvimento” vai trazer graves consequências ambientais, e a formação do engenheiro. O debate abrangeu todos os temas da mesa, mas ficou mais focado na questão da formação do engenheiro. Foi um debate muito rico que trouxe pra nós membros da INCOP reflexões sobre a nossa formação (mesmo para as que não fazem engenharia.)

Não podemos deixar de comentar sobre a organização do evento, fomos muito bem recebidos e tivemos a oportunidade de conhecer muita gente. No primeiro dia depois do circuito assistimos a um trecho de uma peça de teatro e depois continuamos no CEFET para um momento de integração com direito até a música ao vivo.

Voltamos para nossa terra mineira, mas já pensando na participação do próximo evento. Estamos nos preparando elaborando artigos para o ENEDS. Enfim, a experiência foi ótima e esperamos reencontrar todos em breve, quem sabe em setembro no ENEDS.

Não poderíamos deixar de parabenizar aos organizadores do evento (alunos e professores), um grande abraço!

Para ver fotos do 2º EREDS/SE clique aqui


*Esthefany Hamada é formadora da INCOP (Incubadora de Empreendimentos Sociais e Solidários da Universidade Federal de Ouro Preto)

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